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Ataques homógrafos e typosquatting explicados

GottaPhish Team · March 25, 2026

Grande parte do phishing bem-sucedido resume-se a uma coisa: uma vítima que confia num domínio que não é o que aparenta. Os ataques homógrafos e o typosquatting são as duas principais técnicas com que os atacantes transformam essa confiança numa arma.

Typosquatting

O typosquatting regista domínios que estão a um deslize de teclado de um legítimo e depois conta com o erro humano e a memória muscular.

Variantes comuns de example.com:

O combosquatting é especialmente eficaz porque a cadeia da marca real está presente, por isso uma vista de olhos rápida lê-o como legítimo.

Ataques homógrafos (homóglifos)

Os ataques homógrafos exploram caracteres que parecem idênticos mas são codificados de outra forma. O Unicode contém muitos glifos que se renderizam quase como as letras ASCII.

Um nome de domínio internacionalizado (IDN) que use o а cirílico em аpple.com é um domínio completamente diferente de apple.com, mas visualmente indistinguível em muitos tipos de letra.

Punycode: a defesa escondida à vista de todos

Os navegadores codificam os IDN para ASCII com Punycode (prefixo xn--). A versão de apple.com com o a cirílico torna-se:

xn--pple-43d.com

Os navegadores modernos aplicam regras de mistura de alfabetos e mostram muitas vezes o Punycode em bruto em vez do Unicode «bonito» quando uma etiqueta mistura alfabetos — um aviso visual essencial. Mas os clientes de e-mail, a saída de terminal e algumas ferramentas não o fazem, e é aí que estes ataques acertam.

Onde aparecem para além da barra do navegador

Deteção e defesa

Para a sua própria marca (proativo):

Para a proteção de entrada:

Uma verificação manual rápida — normalize uma etiqueta suspeita para Punycode:

# Python: revelar a verdadeira forma ASCII de uma etiqueta de anfitrião
python3 -c "print('раypal'.encode('idna'))"
# b'xn--pypal-4ve1c'  ->  não 'paypal'

Para os utilizadores:

O último ponto é o que mais importa: as credenciais ligadas à origem transformam um parecido convincente num beco sem saída, porque é o navegador — não a pessoa — que verifica o domínio.

Como ajuda a GottaPhish

Os domínios homógrafos e com combosquatting fazem uma ligação maliciosa parecer certa, por isso nenhuma leitura cuidadosa os apanha de forma fiável. A GottaPhish e a sua equipa de especialistas atacam precisamente esse risco: simulações construídas em torno dessas mesmas técnicas, além de painéis que destacam quem clica em domínios parecidos e quem os comunica. Os nossos especialistas apoiam a implementação, desenham cenários com domínios de remetente parecidos e realistas, ajudam a interpretar os resultados e apoiam a adoção de MFA resistente ao phishing, para que a ligação à origem — e não apenas a vigilância humana — seja a sua rede de segurança contra páginas de acesso imitadas.